Minicursos

A proposta do minicurso é apresentar - a partir de uma perspectiva interdisciplinar e apoiados nas teses de Austin, Berger, Giddens, Butler, Certeau, Natividade, Le Breton, Turner, Goffman e Birman, dentre outrxs autorxs - um perfil geral das igrejas inclusivas, focando em alguns trabalhos que vem sendo desenvolvidos no contexto do Nordeste brasileiro, enfatizando as congregação das cidades de Fortaleza e Maceió. A partir de uma explanação história da chegada destas igrejas no Brasil e da apresentação atual de suas dinâmicas de sociabilidade em torno da pastoral do sexo, proporemos discursar sobre nossos percursos etnográficos em campo. Desta forma, as reflexões sobre estas congregações se darão a partir da apresentação e análise coletiva sobre nossas metodologias de pesquisa e sobre como a inserção em campo alterou nossas formas de concepção acerca da religião e das performances de fé.
Ministrantes: Júnior Ratts e Carlos Lacerda Coelho Júnior

Carga Horária: 3

Vagas Disponíveis: 18

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O intuito desse minicurso é debater e analisar os desafios e reflexões encontrados nos debates de gênero e sexualidade na educação, percebendo por meio de uma efervescência dos movimentos sociais que reivindicam lugares de amplo debate e conscientização de questões de gênero e sexualidades no cotidiano escolar e em outros espaços sociais, nutrindo-se das discussões dos teóricos da área, o curso se lança a pensar a escola em seus processos de exclusões cotidianos para com os corpos que ela fabrica e legitima como abjetos. Corpos queer. Bem como, busca construir possibilidades pedagógicas de gênero e sexualidades na educação.
Ministrantes:Robson Guedes da Silva e Mitz Helena de Souza Santos

Carga Horária: 3

Vagas Disponíveis: 13

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O referido minicurso tratará do tema do Bullying homofóbico nas escolas, articulado com apresentações teóricas de pesquisas sobre o assunto, relatos de experiências, estudos de casos e o desenvolvimento de um plano de intervenção educacional que buscará instruir melhor todos os participantes a se colocarem no papel de protagonistas e multiplicadores desse processo de combate ao preconceito e à discriminação contra a diversidade sexual e de gênero. Em todas as etapas o minicurso será trabalhado com a presença de dinâmicas participativas e música que retratam temáticas como: feminismo, diversidades, diferenças, reconhecimento e respeito, entre outros.
Ministrantes: Moisés Santos de Menezes, Roberta Brito Lima e Kelyane Oliveira de Sousa.

Carga Horária: 3

Vagas Disponíveis: 13

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Nos últimos anos em nosso país, homens e mulheres que se reconhecem em corpo, sex(o)ualidade e gênero de modos diferentes dos padrões heteronormativos (que instituem a heterossexualidade como norma) “tomaram de assalto” a enunciação de si, nas redes sociais e na mídia de modo geral, bem como têm se tornando “objeto de discurso” em diversas esferas comunicativas. Acerca desses homens e mulheres, podemos argumentar que estamos diante de uma geração que faz pouco caso das políticas de identidades convencionais (Fischer, 2016). Por outro lado, diversos grupos/instâncias sociais reagiram contrariamente à ambiguidade e fluidez das identidades, bem como à visibilidade que essas vem ganhando em textos públicos, como em filmes comerciais, novelas, propagandas, artes etc. Há uma posição antiqueer configurada na afirmação de que há uma “ideologia de gênero” (Lobo, 2016; 2017) circulando em discursos públicos. Nesse contexto, ampliaram-se os estudos linguístico-discursivos que focalizam a relação língua(gem), gênero e sexualidade, muitos a partir da denominação “Linguística Queer”. Dessa maneira, visando contribuir com a formação acadêmica que relacione estudos linguísticos e o paradigma queer, esse minicurso tem como objetivo geral discutir/compreender mais acerca dessa nova e ousada área da Linguística, em perspectiva sociocultural, que assume postura de estranhamento, desconfiando das teorias em língua(gem) bem-comportadas e das grandes narrativas biologizantes acerca da vida (Santos Filho, 2018). Essa área tem como objetivo criar inteligibilidades sobre escolhas e estratégias linguístico-discursivas, por exemplo, e a produção de sentidos e, nesses, de sujeitos validos e sujeitos não válidos em diversas práticas de linguagem. Nesse propósito, dialogamos com linguistas e teóricos e teóricas feministas queer, tais como Borba ([2006] 2015; 2008; 2014; 2018), Bucholtz e Hall (2005), Butler (2003; 2010; 2015; 2016), Hall (2013), Livia e Hall ([1997] 2010), Lourenço (2017), Louro (2007; 2008; 2016), Moita Lopes (2013), Santos Filho (2012; 2015; 2017; 2018), dentre outro(a)s. As etapas de discussões são: a) refletir sobre o atual contexto enunciativo em relação às identidades sociais (gênero e sexualidade), b) em relação a esse contexto, discutir/compreender a Linguística Queer (seu(s) objeto(s), principais conceitos e procedimentos metodológicos), tendo como corpus reportagens, como “Ele, ela, eu: conheça as vozes poderosas da geração sem gênero” (Glamour, 2017) e “Samuel trai Cido com Suzy” (Minha Novela, 2018), e c) problematizar os conceitos de língua(gem), significado, performatividade, indexicalidade, sujeito, identidade e heteronormatividade.
Ministrante: Ismar Inácio dos Santos Filho

Carga Horária: 3

Vagas Disponíveis: 27

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Obtendo como princípios epistemológicos: o sujeito não como é uma psyché desassociada do corpo, mas sim um sujeito corporal; e o processo de identidade se iniciando com vivências corporais; pretendemos no minicurso reconhecer uma das características principais do teatro: a sua possível utilização como artefato cultural no processo de formação do sujeito. Assim, o minicurso tem como proposta inicial, a abordagem de exercícios físicos de criação cênica, voltados à percepção do corpo como dispositivo criativo, com ênfase na reflexão do indivíduo atravessado pelas binaridades de gêneros que moldam as relações do contexto cultural de cada participante. Escolhemos como ferramenta de trabalho, a composição de partituras corporais em grupo, baseadas em exercícios utilizados em processos de construção de obras cênicas do teatro. Principalmente o teatro contemporâneo pela valorização da criação cênica corporal, ou seja, a valorização de gestos, de narrativas gestuais e memórias corporais, logo memórias dos participantes que a utilizarão como elementos de criação. Na presente proposta, vemos no teatro contemporâneo o corpo para além de suas inclinações sexuais ou de gênero. Um corpo artístico, aqui, seria um corpo neutro, para além de seu ser sexuado, ou seja, o gênero do artista será inconsiderado para a criação cênica, mas ao mesmo tempo esse corpo possui memórias que serão consideradas, nessa vivência, como “disparadores”, “gatilhos” e “potencialidades” para expressão corporal dos participantes. Esse minicurso se justifica, por acreditar que esses exercícios possibilitem alteridade e desconstrução, ou seja, o contato corpo a corpo que a prática teatral permite, por meio das relações entre corpos criativos. Os exercícios que proporcionam relação corpo com corpo são, aos nossos olhos, sensibilizadores de alteridade. São possíveis, pois muitas descobertas acerca de nós mesmos são provocados, também, por estímulos dados pelo o outro. O outro como importância na construção da própria subjetividade. Mas como encontrar uma neutralidade criativa, visto que ao empregar memórias particulares, o participante já insere sua perspectiva de mundo e, que certamente está atravessada por consolidações culturais fundadas em binaridades (ator x atriz, homem x mulher, feminino x masculino)? Como refletir, a partir dessa vivência, as relações do teatro, seu fazer artístico e as informações Queer? Enfim, almejamos levantar, discussões, comentários, questões, que aproximem o fazer teatral com o tema central do nosso congresso as teorias Queer.
Ministrantes: Ybine Dias Correia e Jonathan Rodrigues Silva

Carga Horária: 3

Vagas Disponíveis: 26

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A emblemática frase “ninguém nasce mulher, torna-se mulher” principiou formulações teóricas sobre o conceito de gênero enquanto construção social. Cabe, portanto, reconhecer as contribuições de Simone de Beauvoir, desde o começo da década de 50, do século passado, na França, com a publicação do seu livro “Le Deuxième Sexe” (1949), que teve o mérito de desconstruir a posição social imposta às mulheres como algo natural. Dessa maneira, aponta os limites explicativos acerca das condições impostas a elas, a partir de análises dos argumentos da biologia, da psicanálise freudiana e do materialismo histórico. Entretanto, com o avançar das discussões teóricas em torno do conceito de gênero, sua famosa frase e suas reflexões receberam críticas. Dentre elas – e em contribuição com o amadurecimento da discussão –, consideramos de grande importância as colocações da filósofa norte-americana Judith Butler, sobretudo através de sua obra principal, “Gender trouble: feminism and the subversion of identity” (1990). O seu caráter provocativo a respeito das colocações de Beauvoir, impulsionou a própria lapidação de suas teorias para conceber a (des)construção do gênero para além do papel social e cultural e da associação com a categoria sexo, – que, em suas reflexões, passa a ser posicionada como posterior e não anterior ao gênero. Destarte, é nessa perspectiva de exposição sobre as possíveis aproximações e rupturas entre essas influentes filósofas, que esse minicurso se propõe a apresentar uma breve discussão acerca das assertivas de Beauvoir e Butler para a (des)construção do gênero. Para tanto, o minicurso dividir-se-á em duas sessões: i) Simone de Beauvoir: o gênero enquanto construção; ii) Judith Butler: a (des)construção do gênero. Em suma, a presente proposta não busca rivalizar as teóricas feministas, mas revelar que o percurso do conceito de gênero perpassa por elas, ora pela dialogicidade, ora pela diferença.
Ministrante:Claudia Kathyuscia Bispo de Jesus e Eden Erick Hilario Tenorio de Lima

Carga Horária: 3

Vagas Disponíveis: 3

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Conferência Internacional de Estudos Queer

Desfazer gênero: performatividades e epistemologias feministas queer